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A Arte da Paciência (e de Compreender)

29 jul



O dom da paciência é para poucos. Se colocar em posição do outro, reconhecer suas fraquezas, disponibilizar seu tempo para entender o próximo, tudo soa tão “antiquado” e “desnecessário” quanto arrumar a cama ao acordar.

Não é exagero dizer que de um tempo pra cá (um bom tempo) as pessoas simplesmente resolveram soltar as responsabilidades -  as próprias e as dos outros – aos cães. Ninguém se importa com nada, ninguém se importa com ninguém. Tanto faz se você está perdido na selva de pedra ou dentro de si. Ninguém pára pra te ouvir. Ninguém sabe onde fica nada, quem faz o quê.

As ruas estão repletas de gente que esqueceu como é viver intensamente, são passantes, errantes – muito mais errantes – e já não querem saber o que acontece do outro lado da rua, a não ser para postar no twitter, ou vender o “furo” pra mídia que pagar mais.

Já não se socorrem pessoas nas calçadas, caiu, sorte sua se dignarem-se a chamar uma ambulância.

O silêncio abruptamente rompeu os laços de amizade potencial, quebrou o pouco que restava de elo entre um estranho e um novo amigo.

O respeito é artigo de museu, e as pessoas agora não tem papas na língua pra falar do outro, pra reclamar do outro, pra julgar e erguer a voz, sem deixar brecha pra defesa.

Tolerância, nem sabemos quando foi a última vez que deu as caras nesse mundão de (Deus, deus, deuses, energias vitais, etc…) ninguém. Um simples ato ou fato que desagrade, pronto, está armada a guerra. Olhares tortos, diz que diz, diz que não disse. Não vou, não faço, não gosto, dane-se!

Agressões verbais são corriqueiras, são rotina, e o desgaste emocional – e físico também, afinal, bem ou mal, gera alguma energia – são imensos, e destroem o pouco que há de relação ali. E nem estou falando de violência física, e nem vou falar.

Agora, é tão difícil assim se colocar na situação do outro um momento que seja? Tentar compreender o que se passa, ou pelo que já passou aquele ser que está na tua frente? Será que não é apenas o caso de mudar as palavras, de adoçar de leve cada palavra? De medir um pouco suas ações?

Não consigo entender o que é tão difícil aí: se compreender, aceitar e agir de acordo com o que é possível e humano no momento, ou se brigar, espernear, discutir calorosamente, sem ouvir outros pontos de vista, sem analisar outras possibilidades.

É tão simples conviver, se a gente reconhecer que o outro nunca será igual a nós, que as pessoas tem opinião própria, e que a chance dessa opinião ser diferente é bem grande, se soubéssemos o quanto é mais fácil compreender, respeitar e aceitar os limites do outro, o mundo seria um pouquinho diferente.

Isso vale para as relações pessoais, de trabalho, com amigos, com a família. Vale também com o motorista do ônibus, com o carteiro, com os vizinhos, ou com um estranho que passa na rua, e junta algo que você deixou cair, e te devolve. Ou a secretária do seu médico de muitos anos.

Exercitar a paciência e a compreensão das coisas e das pessoas a nossa volta pode ser difícil em algumas situações em que a provocação parece ser mais forte que a nossa simples vontade de resolver, mesmo assim, acredito que valha a pena começar por pequenas tentativas, e gradualmente começamos a nos entender e entender melhor o outro também.

Vamos começar?

***

“A paciência serve de proteção contra injustiças como as roupas contra o frio. Se você veste mais roupas com o aumento do frio, este não terá nenhum poder para feri-lo. De forma idêntica você deve crescer em paciência quando se encontra em grandes dificuldades e elas serão impotentes para atormentar a sua mente.”

Leonardo da Vinci

***

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Encontro Portal Casamenteiras

28 jul

No dia 22 de Julho tive a oportunidade de participar do I Encontro do Portal Casamenteiras, organizado pela super querida Kaká, do My Notebook, que atenciosamente recebeu a todas nós, juntamente com a Karen, do Chá das Panelas, ambas criadoras do Portal Casamenteiras, um site/portal super especial, que une dicas diversas do mundo das mamães de primeira viagem, das noivas que estão organizando seu casamento, e de quem já casou e está decorando a casa nova. Um lugar completíssimo e com dicas de primeira. E ainda contaram com a colaboração do site Lista Perfeita – outro que é uma perdição, lá podemos criar nossas listas para casamentos, casa nova, chá de bebê…

Bem, o Encontro aconteceu numa casa de festas chamada Merci, que fica na Praça Japão, aqui em Porto Alegre, e posso dizer pra vocês que é um lugar divino, perfeito para grandes recepções, com toda a estrutura que um lugar como esse pede.

A decoração estava linda, e a cada volta na casa nossos olhos brilhavam com tantos encantos, impecavelmente arranjados. Eram bolos decorados, doces de todas as formas trabalhados, brigadeiros de potinho, bem-casados, flores, cupcakes, mini-bolos… Deu até uma vontadezinha de casar novamente, só para poder aproveitar todas as dicas do encontro.

Além disso, as meninas organizaram super sorteios, divididos entre as categorias do Portal: Primeiro Bebê – Casamentos – Casa Nova, o meu nome foi para a caixinha do Casa Nova, claro.

Muitas coisinhas lindas foram sorteadas, e eu nem acreditei quando ouvi meu nome… fui a terceira sorteada, fiquei super contente e saí de lá com um vaso belíssimo, branco com dourados, da Occa Moderna.

Pra completar, no final ainda recebemos um kit tão fofo que ainda nem tive coragem de desmontar, uma sacolinha personalizada com muitos mimos dentro dela: flor de cupcake, avental de cozinha floriado, post it da Lista Perfeita, e ainda tinham todos os cartões dos parceiros do Encontro. Cartões que foram devidamente guardados, e inclusive repassados para quem não conseguiu comparecer, porque a gente nunca sabe quando vai precisar desses serviços!

Algumas fotos do evento:

{As organizadoras, Karen e Kaká}

{De encher os olhos}

{A delicadeza nos detalhes}

{Bem-Casados mais deliciosos que já provei}

{Kit entregue a cada uma das convidadas}

Crédito das fotos: Staff Everton Rosa via Portal Casamenteiras


Todos os doces e decorações foram enviados e feitos por parceiros do Portal, então vale a pena fazer aquela visitinha por lá, com tempo, e conferir o trabalho de cada um deles.

♥♥♥

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Selinho

27 jul

Hoje recebi um selinho de uma querida amiga e  blogueira que está muito longe, mas mora no meu coração, a Catia do “A Mochileira“.




Repassar é sempre complicado, porque os selinhos voam pela blogosfera, e muita gente já os ganhou, mas o que fica de legal é a brincadeira, então lá vamos, tenho que escrever nove coisas sobre mim, e indicar nove blogs queridos para participar também…

  1. Mania de perfeição: levo um ano para fazer algo que poderia ser feito (mal) em alguns minutos, e não fico em paz enquanto não está ok;
  2. Distração: pois é, se estou escrevendo, estou escrevendo, se estou assistindo televisão, minha atenção está ali, se estou conversando com A, não escuto B (apenas o zumzum), eu simplesmente abstraio o que está em volta quando estou em alguma atividade – já deixei namorado esperando na minha frente por meia hora, enquanto eu lia um livro, ele só não foi embora sem ser notado, porque minha irmã me deu uma bela chamada de atenção… rsrsrs;
  3. Sou viciada em livros, posso não dar conta de ler, mas não passo numa livraria sem trazer de lá algo novo, o estranho é que sempre tem um título interessante pra trazer… até mais de um;
  4. Chocolate é meu combustível motor, em minhas veias corre chocolate ao leite com amendoas, e só assim consigo funcionar em condições… rsrsrs;
  5. Sou extremamente tímida (acreditem), só sou desinibida por carta (ops, isso é meio antiguinho já), email, mídias socias (tá na moda, né) ou com quem conheço há no mínimo dois anos, menos que isso sofro pra estabelecer diálogos interessantes (salvo raríssimas exceções, claro);
  6. Quer me prender numa conversa, e me fazer perder a hora, assunte literatura, história, grandes pensadores, escritores, músicos diferenciados, me fale sobre Foucault, sobre Sartre, Kant, sobre L.F. Veríssimo, Fernando Pessoa, Camões – não sei quase nada, mas amo aprender sobre eles;
  7. Quer se livrar de mim? Solte uns palavrões, fale sobre a televisão aberta, diário gaúcho(jornalzinho daqui do sul), sobre desgraças, sobre pessoas que não se dão valor (assim como não se valorizam, também não vou superestimá-las), sensacionalismo barato, me chame pra assistir Marcia Goldsmith (argh!!!), Datena, e cia;
  8. Quando era pequena queria ser escritora, e publiquei um livro de contos e poesias na 5ª série (ainda existe?) com capa criada por mim e páginas idem, datilografadas em minha própria máquina de escrever (saudades dela);
  9. Tenho o sonho de realizar todos os meus sonhos, mas se conseguir conhecer Paris, 90% deles já estará realizado. O resto é consequencia pura e simplesmente do que plantamos, então, estou bem satisfeita com meus jardins!


Bem, não vou indicar especificamente nenhum blog, mas ofereço a todos que carinhosamente se aprochegam e curtem esse cantinho.


E, sim, parece que estou voltando a minha essência. Isso é bom.

Um beijo grande,

Nine

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Janelas

26 jul

Pra quem me conhece e acompanha minhas andanças já sabe que tenho um fascínio por janelas, por ver “através” da janela, principalmente em dias de chuva… é clima certo pra reflexão!




Tudo depende do ponto de vista do qual partimos, e do nosso interesse em ver o mundo, tal qual desejamos ou não.

Uma janela é uma simples janela para quem ainda não despertou para a vida e para o viver…

Uma janela aberta pode ser a esperança de uns ou o consolo de outros… depende muito mais do que vemos e sentimos do que de que lado da janela estamos.

Uma janela fechada é um ciclo que se rompe antes mesmo de estar completo, é um abortar consciente dos desejos e anseios, dos sonhos e planos futuristas. Então: abre tuas janelas, espelha nelas tua alma, escreve nos vidros as tuas vontades, e além, no horizonte que vislumbra, imagina o quão imensurável é nossa capacidade de sonhar.

Se tu abres tua janela, ela também se abre pra ti, e te aceita, e te convida a conhecer o que ainda não viu, ou o que nunca permitiu que teus olhos vissem. Um singelo olhar através dela já desvenda um mundo completamente diferente, se te permitires esse olhar “além”. Não apenas o ato contemplativo de olhar, mas de ver possibilidades, de enxergar oportunidades, chances de mudança ou de renovação.

Ficar preso ao medo ou ao comodismo que o medo leva é deixar a vida assumir as rédeas de tudo, o controle tem de estar em tuas mãos, em boa parte dela. Então, só olhar não vai te levar a nada, é uma atitude nula. Mas se ver ascender uma luz, ou sentir que algo lá fora te chama e te desperta, então é porque finalmente fez sentido tê-la aberta.

Arriscar, ceder, consentir e mais, insistir. Ouvir uma música nova, diferente. Ir a um lugar incomum.Tentar travar uma conversa com alguém de idéias opostas as tuas.

São maneiras de dar chance à sua janela de te mostrar que há muito mais além da vidraça! Aproveite os sinais.

Escolha a sua janela, e boa jornada…

Beijo,

Nine

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Eu acredito!

23 jul


Nesse doido mundo, cheio de contradições, de obstáculos, de gente que se pensa superior, ainda há espaço para as pequenas alegrias da vida…

Houve um tempo em que deitar na grama e contemplar as estrelas era algo corriqueiro, como andar descalço na rua com os amigos em dia de chuva…

Houve uma época em que se podia andar, andar e andar sem rumo, sem medo, sem destino, pelo tempo que fosse, que sabíamos que dentro de uma hora estaríamos de volta, em casa, seguros e tranquilos…

Um tempo onde brincar na calçada era o melhor programa, e os muros eram pequenos detalhes, quase imperceptíveis…

E desse tempo, e de todas essas coisas que nos vêm a memória de quando em vez, é que fica o sentimento profundo de saudade, e a sensação de que perdemos pra sempre esses fragmentos de felicidade.

Todo progresso traz destruição (em menor ou maior grau), toda evolução tem no rastro algo de que abrimos mão, toda tecnologia nos traz facilidade e nos emburrece ao mesmo tempo.

Já quase não sentimos mais o aroma das flores na primavera, muitas vezes nem conseguimos perceber que o sol apareceu, ou que a noite está estrelada, lindamente estrelada…

Num piscar de olhos, tudo se tornou efêmero demais para ser contemplado, a pressa nos tira a sensibilidade, as horas consomem nossa curiosidade, e nos fazem correr sem viver por completo…

Damos mais valor ao que compramos do que ao abraço que por ventura recebemos.

Sorrisos estão escassos, palavras gentis: idem.

Felizmente, ainda temos conserto, ainda podemos abrir as janelas e se deixar levar pelo momento, contemplar o infinito que se desvenda sobre a cortina de sonhos bons…

E enquanto tivermos a sorte de encontrar por aí alguns pássaros cantando, borboletas colorindo nossas janelas e sorriso largo no rosto, o mundo não estará totalmente perdido.

“I believe”

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